Apesar de muita gente já ter ouvido falar dos orgânicos, a maioria ainda tem muitas dúvidas sobre esse tipo de produto, e confunde com hidropônicos (aqueles cultivados em água com adubos artificiais solúveis) e até com transgênicos (modificados por técnicas de engenharia genética). E ainda é comum confundir alimentação orgânica com dietas restritivas, como a vegetariana e a macrobiótica, ou com a ingestão de produtos sem açúcar, lactose ou glúten.
Para ser considerada de agricultura orgânica uma propriedade deve ter uma produção social e ecologicamente correta, utilizando os recursos da natureza de forma sustentável. Os orgânicos são cultivados ou criados sem o uso de fertilizantes, de controladores de pragas ou doenças artificiais, de hormônios e de produtos geneticamente modificados. É por isso que os vegetais e animais orgânicos são menores e não estão nas gôndolas de mercados e feiras o ano todo: por não contar com a “ajuda” de aditivos sintéticos eles crescem mais devagar e nas estações climáticas mais propícias, ou seja, respeitando a sazonalidade, o tempo, dos alimentos.
Como alternativa, os produtores recorrem a uma série de técnicas naturais que contribuem para preservar o ecossistema e reduzir a contaminação dos recursos naturais, como praticando a reciclagem e o uso de insetos predadores para controlar pragas. As queimadas são proibidas, a água usada para regar as plantações deve ser potável e a vegetação nativa deve ser recuperada e mantida para proteger rios e nascentes. Também é necessário manter todos os funcionários legalizados e com salário justo.
Toda a produção orgânica é atualmente controlada por empresas certificadoras, mas já existem normas governamentais de regulamentação que deverão entrar em vigor em dois anos.
Conheça um pouco mais sobre os orgânicos e sua produção:



