No Brasil e no mundo todo cresce a oferta de produtos que seguem princípios ecologicamente corretos
Do jornal A Tribuna
Se você não desperdiça água em banhos demorados, separa o lixo reciclável e economiza energia, saiba que também é possível adotar uma postura ecologicamente correta na prateleira de produtos de beleza.
Os cosméticos orgânicos, cada vez mais comuns nas lojas, vêm conquistando o mercado brasileiro com uma série de princípios “do bem”: trazem apenas ingredientes de origem vegetal cultivados sem agrotóxicos ou adubos químicos, não contêm derivados de petróleo ou matérias-primas obtidas de animais (como gordura e colágeno) e são biodegradáveis. Para produzi-los, são vetados testes e pesquisas com bichos. E, claro, a embalagem deve ser reciclável.
Para identificar os produtos que cumprem tudo isso, como todos os mostrados nestas duas páginas, deve-se procurar por um selo ou certificado na embalagem. São as grandes empresas e institutos certificadores, como Ecocert, IBD, BDIH e Vegan, que checam se tudo foi produzido
dentro dos conformes. Eles seguem à risca regrinhas básicas para ecologista algum botar defeito. A certificadora de origem francesa Ecocert, por exemplo, visita duas vezes por ano as fábricas para verificar o destino do lixo, a gestão de energia no lugar e as condições de trabalho dos funcionários.
A lista de fabricantes que pedem esse tipo de aval só aumenta, segundo Vanice Bazzo Schmidt, responsável pela certificação da Ecocert Brasil. “É um mercado que cresce aqui, apesar de ainda estarmos bem atrás da Europa e dos Estados Unidos, nesta ordem, em consumo de cosméticos orgânicos. Temos um forte potencial produtor por causa da Amazônia”, explica.
No mundo, os cosméticos orgânicos movimentam por ano cerca de R$ 13 bilhões, de acordo com o instituto de pesquisas britânico Organic Monitor.
Da floresta para o banho
O que se colhe muito em terras brasileiras é cupuaçu, açaí, babosa, cacau, macadâmia e babaçu – ingredientes que são transformados em manteigas, óleos e extratos.
A marca Amazônia Preciosa, por exemplo, tem xampus, hidratantes e máscaras com componentes, como o nome sugere, da floresta brasileira. A Magia dos Aromas investe em cremes para o corpo e para o redor dos olhos. A Reserva Folio tem uma extensa linha de produtos.
Normalmente encontrados em lojinhas de produtos naturais por aqui, os cosméticos orgânicos brasileiros também são muito exportados. A linha da Phytophilo, por exemplo, é levada para Inglaterra, França, Portugal, Itália e até Kuwait.
Bom para o meio ambiente e para a pele, já que, segundo especialistas, o risco de alergia
aos orgânicos é pequeno. Só não vale descartar os outros cosméticos. O dermatologista Murilo Drummond explica que, por serem naturais, muitas vezes os produtos “do bem” não têm ingredientes necessários para atingir objetivos como proteger a pele do sol e prevenir rugas. “Acho cosméticos orgânicos interessantes se entrarem como coadjuvantes no tratamento, associados a outros produtos”, diz.
Grandes marcas internacionais também investem no filão. Enquanto a francesa L’Oréal comprou a inglesa The Body Shop, reconhecidamente natureba, num negócio de U$ 1,1 bilhão, a L’Occitane se prepara para lançar, no mês que vem, seu primeiro produto certificado pela Ecocert — um gel de lavanda.
Já a tradicional Weleda, líder no mercado de naturais na Suíça, sua terra natal, também investe cada vez mais em produtos para o corpo, sempre com ingredientes ecologicamente corretos.
Confira cosméticos orgânicos à venda no site do Domaine e na ViverOrgânico.



